Nostradamus, uma nova abordagem.

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Hoje venho partilhar convosco um livro que encontrei na net e que trata das profecias de Nostradamus.

Na verdade há já bastante tempo que venho juntando material acerca deste famoso profeta.

O meu interesse ascendeu-se alguns anos antes de 1999, fruto da publicidade que então se fez à famosa septuagésima segunda quadra da décima centúria.

Desde então adquiri vários livros acerca da obra deste homem fascinante, fundamentalmente interpretações das suas centúrias, mas também as ditas centúrias, cartas e outro material nas suas versões em francês procurando evitar a deturpação que deriva das traduções. O meu objectivo era, ingenuamente, conseguir alguma interpretação valida, mas humildemente reconheço o meu fracasso. Para além de literatura acerca deste tema, também aproveitei todas as produções televisivas, romances históricos, blogues e sites que abordassem este assunto.

No entanto devo confessar que até agora nunca tinha encontrado um autor que tenha analisado de forma tão profunda e que tenha exposto o conteúdo da magistral obra de Michel de Nostradamus de forma tão clara e coerente quanto o faz Charles Lyx.

Na verdade a sua análise expande o conteúdo da obra de Nostradamus para lá do que habitualmente lá procuramos, a data do fim dos tempos e dos cataclismos que se lhe associam, levando-nos a abordagem de temas que vão abalar os próprios fundamentos da nossa sociedade.

Assim aqui vos deixo o link para livro Nostradamus: O Túmulo Perdido:

https://nostradei.net/

Acreditem, se chegaram a este site e leram estas palavras tal não foi por acaso. Aproveitem pois toda a informação que o UNIVERSO vos proporcionar, não ponham a cabeça debaixo da areia.

10 de Outubro de 2017

Johannes

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A Invasão do Micro-chip

Empresa dos EUA vai implantar micro-chip em funcionários;

”parecido com um cartão de acesso”

A medida começará a ser aplicada no dia 1º de agosto e é opcional para os funcionários

http://www.infomoney.com.br/carreira/emprego/noticia/6821431/empresa-dos-eua-vai-implantar-microchip-funcionarios-parecido-com-cartao

 

Mais uma vez volta a baila o tema dos micro-chip’s, sim porque o tema já não é novo e de vez em quando vai aparecendo uma empresa que quer “facilitar” vida dos seus colaboradores. Assim, pouco a pouco vai se doutrinando a população acerca dos benefícios deste sistema e avisam logo que os “conspiranoicos” andam já por aí a prever desgraças e outros malefícios.

Em síntese esta tecnologia é maravilhosa, vai contribuir sem sombra de dúvida para a melhoria da qualidade de vida da população e quem a ela se opuser é doido varrido.

Parece-me no entanto que tenho o direito e o dever de usar o meu sentido crítico, mesmo correndo o risco de ser catalogado de chanfrado, alucinado vulgo conspiranoico.

Assim sendo, pergunto eu, será que a nossa privacidade não foi já suficientemente devassada, com os smart-phones, chip’s para as viaturas (Via Verde e eventualmente outros que desconhecemos), televisores e outros electrodomésticos com capacidade de recolher dados dos seus utilizadores, Facebook, Google entre outros, que ainda estamos dispostos a sacrificar, em nome do conforto e da segurança, o ultimo refugio da nossa privacidade, o nosso próprio corpo.

Não me quero alongar mais acerca deste assunto apenas quero afirmar a minha recusa face a implantação de qualquer chip e incentivo a todos a usar o seu sentido critico para se protegerem destas medidas de controlo “draconiano” que pouco a pouco irão aparecer com mais força e serão cada vez menos facultativas.

Johannes, 3 de Agosto de 2017

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O Tigre e o Morango


O TIGRE E O MORANGO

Certo dia, Buddha contou a um jovem que parecia desesperado:

Há algum tempo atrás, um homem que estava a caminhar pelo campo encontrou um tigre. Assustado, ele começou a correr e o tigre correu atrás dele.

Aproximando-se de um precipício, o homem pegou nas raízes expostas de um arbusto selvagem e pendurou-se, precipitadamente, para baixo. O tigre o farejava-o acima. Tremendo de medo, o homem olhou para baixo e viu, no fundo do precipício, outro tigre à sua espera. Apenas a raiz do arbusto o sustinha.

Porém, ao olhar para a planta viu dois ratos, um negro e outro branco, que estavam a roer aos poucos a raiz. Nesse momento, os seus olhos descobriram no arbusto um belo morango, ali mesmo ao seu lado. Aí, o homem segurou a raiz só com uma mão, e com a outra pegou no morango e comeu-o.

“Que delícia!” – disse ele.

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Os estágios da busca de unicidade

 

Fonte:http://jornaldespertar.blogspot.pt/2015/12/os-estagios-da-busca-de-unicidade.html

1 – Renúncia aos interesses mundanos – Quando se deseja ardentemente os estados místicos, o primeiro estágio consiste em despojar o eu de todos os obstáculos materiais; há renúncia e desinteresse. Essa renúncia parece um prelúdio comum às experiências regressivas em geral. O místico, de modo voluntário e com plena consciência, renúncia aos prazeres e às recompensas da vida mundana para ir em busca daquilo que ele considera o Bem Supremo. Desse modo, Buda abandonou sua herança régia a fim de descobrir as causas do sofrimento humano e os modos de abrandá-lo. Um exemplo recente de renúncia às coisas deste mundo pode ser encontrado na vida de Albert Schweitzer, que abandonou uma carreira auspiciosa na Europa para fundar um hospital no coração da selva africana. Ele revelou que a base de sua filosofia, a “reverência pela vida”, foi-lhe revelada através de um súbito vislumbre místico.

 

2 – Inefabilidade (aquilo que pode exprimir por palavras) – Os místicos, por ocasião do regresso, geralmente encontram dificuldades em revestir suas experiências de palavras. Ao se reportarem ao conteúdo, sentem que as palavras que estão usando não expressam, na realidade, a natureza de suas experiências. Os místicos sempre declaram que sua experiência é indescritível, pois extrapola o alcance do pensamento discursivo.

3 – Qualidade noética (o pensamento, a percepção, a imaginação) – Os místicos acreditam terem-se apossado de profundas verdades durante suas experiências. Eles saciaram sua sede na fonte do significado. Aprenderam direta e imediatamente a verdade evidente por si mesma. Essa experiência faz com que o místico se esqueça do corpo e das suas reações sensuais, resultando numa purificação das tendências narcíseas e, de fato, numa impessoalização do pessoal em todos os seus aspectos (Vida Impessoal). Essa qualidade é o resultado da obtenção do conhecimento direto da realidade… que difere da percepção sensorial comum ou uso do raciocínio lógico. Os efeitos dessa experiência perduram para toda a vida do místico.

4 – Êxtase – uma sensação de felicidade e júbilo que ultrapassa o natural; parece ser uma característica de muitos estados místicos – particularmente daqueles do tipo denominado misticismo da natureza e misticismo deístico (Sistema ou atitude dos que, rejeitando toda espécie de revelação divina e, portanto, a autoridade de qualquer igreja, aceitam, todavia, a existência de um Deus destituído de atributos morais e intelectuais, e que poderá ou não haver influído na criação do Universo). Esse estado de felicidade e júbilo tem um efeito redentor: a libertação da contaminação do interesse mundano egoísta para um estado de visão pura, espontânea e serena.  O místico tem a sensação de estar “retornando ao lar”,retornando à sua fonte – cósmica, não maternal; que ele também está se entregando, com segurança, a um poder infinitamente mais forte do que ele próprio – um poder universal e não pessoal; que está participando de uma nutrição primária, elementar, natural ao homem e superior a todas as outras – alimentando para a mente e para o espírito, e não para o corpo; e que seu êxtase o purifica de modo a sentir-se, mais uma vez, puro e inocente como um bebê. O êxtase do místico tem sido uma fonte de poder redentor, que o purga da dúvida a respeito de si mesmo e da vacilação.

5 – A experiência de fusão (síntese) – A experiência de fusão, é como vimos, típica de todos os tipos de experiência mística. Ela consiste numa sensação de que nossa individualidade, os limites do eu, desapareceu – o eu e a natureza se entremesclam. Nosso ser se funde com umser mais amplo, de algum tipo, às vezes a tal ponto que não mais duas coisas, mas apenas uma só coisa que se difunde em tudo. Esta experiência traz consigo a sensação da dissoluçãocompleta dos limites. A universalidade que o místico experimenta pode resultar, temporariamente, numa perda da identidade pessoal; mais tarde, há um aprofundamento da percepção do eu com o conhecimento de que todos os eus são UM.  Aquele que pode participar verdadeiramente da natureza, ou fundir-se com a universalidade da vida, entra em contato com uma fonte de serenidade, ordem, beleza e harmonia que exala sua fragrância a cada momento da sua vida.

Claire M. Owens – O mais Elevado Estado da Consciência – Ed. Cultrix

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A realidade é uma interpretação.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Consciência não é mero saber, é estar ciente de si e da relatividade de seu próprio olhar sobre a realidade.

A realidade é uma interpretação que se faz de acordo com o conteúdo mental e emocional de cada um.

Cada um vê a si mesmo, é preciso ir além disto, se não ficamos como a Mariângela, a seriema aqui de casa que ataca os vidros da janelas pois não se reconhece no próprio reflexo.

Não se reconhecer (no outro) é a fonte de boa parte de nossos sofrimentos. Dá origem a fanatismos, intransigências, brigas, violências e carma.

A consciência de si é a percepção da própria interpretação e da interpretação do outro a respeito da realidade.

A realidade do consenso é tão somente a interpretação dominante, pode ser chamada de matrix. Cada um tem uma matrix dentro de si, um sistema de interpretação.

A comunicação entre duas pessoas que possuem sistemas de interpretação diferentes (religiões, ideologias, filosofias diferentes) se dá quando ambas tem consciência de si, quando possuem uma percepção mais ampla que  permite trafegar entre diferentes sistemas interpretativos e, portanto, são capazes de perceber uma situação de forma mais aberta, com uma percepção mais flexível.

Assim é muito importante cultivar mente e coração com uma diversidade de sistemas de interpretação, perceber sua relatividade e, sobretudo, ser capaz de observar, espreitar, olhar para si mesmo através da meditação e do silêncio interior, pois esta é a chave principal para ir além da matrix pessoal e coletiva.

Os três monges

É uma velha tradição dos mosteiros budistas do Japão.

Sempre que um monge viajante deseja passar a noite num mosteiro, deve passar numa prova. Deve vencer um debate sobre budismo com um dos monges residentes. Mesmo que vença o debate, poderá passar apenas uma noite. Isso é simbólico e muito bonito, num debate intelectual pode-se gerar muito fogo sem nenhuma luz. Pois a “mente” discursiva, mesmo que seja brilhante, não é capaz de compreender a Verdade, assim o monge deve, após o pernoite, seguir em sua viagem em busca do Conhecimento.

Certa feita, um monge viajante chegou a um mosteiro onde haviam dois irmãos. Um mais velho e sábio e outro mais moço, caolha e um verdadeiro idiota.

O mais velho e sábio dos irmãos naquele dia estava muito cansado para debater, tinha estudado muito, e quis colocar o irmão mais novo frente à frente com o monge viajante. Contudo, o monge viajante devia ser um homem muito vivido e experiente, devido as suas inúmeras viagens e o irmão mais velho pensou se não existiria alguma maneira de equilibrar as condições do debate, já que seu irmão caolha não passava de um idiota.

Até que teve uma brilhante idéia . O debate seria efetuado em silêncio.

Ao terminar o debate o monge viajante sai para cumprimentar o irmão sábio.

Seu irmão é um homem maravilhoso ! Venceu o debate brilhantemente! – disse o viajante.

Mas como? Ele não passa de um idiota! – pensou o estudioso consigo mesmo.

– Diga-me, como foi o debate – perguntou o estudioso monge.

Bem, – disse o viajante – assim que vi seu irmão, levantei um dedo, para simbolizar Buda. Seu irmão levantou dois dedos para simbolizar Buda e seus discípulos. Então eu levantei três dedos para simbolizar Buda, seus discípulos e seus ensinamentos. Seu irmão levantou o punho fechado em minha face para simbolizar que os três vêm de uma única realização. Então, vencido, retirei-me da sala de debates.

O monge viajante teve, então, que dormir ao relento.

Sai logo depois o monge caolha e idiota em altos brados.

– Parabéns, irmão ! Soube que venceu o debate brilhantemente ! – disse o irmão estudioso.

– Qual que nada! Aquele monge era um grosseirão!!! Imagine que assim que me viu, levantou um dedo para acusar-me de possuir apenas um olho. Ora, como eu sou muito educado, levantei dois dedos cumprimentando-o pôr ter dois olhos. Imagine que ele teve a petulância de me mostrar os três dedos, como que dizendo que os dois olhos perfeitos que possuía e mais o meu único olho formam três ! Então, sem mais agüentar a humilhação, levantei meu punho fechado em sua face para dar-lhe um soco e ele saiu espavorido ! – disse o idiota.

O irmão mais velho apenas sorriu.

Extraído de memória do excelente livro: “Dez Contos Zen – Nem Água, nem Lua” – Osho

Fonte: http://pistasdocaminho.blogspot.pt/2015/09/a-realidade-e-uma-interpretacao.html

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